Apresentação de Baianidade na mídia (27-11-09)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Peça teatral nada brasileira

Tenho boas lembranças do Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (Fiac) do ano passado. Foi o primeiro realizado e apesar disso, teve organização e trouxe para a Bahia espetáculos internacionais (França, República do Congo, Argentina e Portugal), nacionais (Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais, Paraná, Brasília e Santa Catarina), e os baianos, claro, não ficaram de fora. Para os amantes do Teatro é uma ótima oportunidade de acompanhar o que está sendo produzido na área e também é uma chance de perceber as diferenças e peculiaridades destas produções.

Assisti no primeiro Fiac aos espetáculos ‘O Grande Criador’ (Portugal), ‘Melodrama’ (Rio de Janeiro), ‘O Cantil’ (Ceará) e os baianos ‘Deus Danado’, ‘O Sapato do Meu Tio’ e ‘Policarpo Quaresma’. Dessa vez, no segundo Fiac realizado em Salvador, meu primeiro dia não foi muito bem. Acabei de perder uma peça por descuido, perdi por questão de minutos. Na verdade, deixei de assistir a um espetáculo pelo hábito, nada conveniente, do brasileiro de chegar atrasado aos lugares. A peça teatral em questão era ‘Neva’ do grupo chileno Teatro El Blanco, que se debruça sobre temática de cunho político e social. O grupo deve apresentar também a montagem ‘Diciembre’. Ambas as peças estarão na sala do coro do Teatro Castro Alves.

Saí de casa às 18h50, visto que moro ao lado do TCA, fui ao banco sacar dinheiro e às 19h03 estava na portaria do teatro. Porém, fui informada pelos seguranças que as portas da sala do coro já haviam fechado. Indignada, ainda tentei entrar, conversei com inúmeras pessoas que poderiam permitir minha passagem e nada. ‘Neva’ começa exatamente às 19h e quem tiver fora não entra mais. Já assisti a outros espetáculos no TCA e nunca fui barrada. Pelo contrário, geralmente, consigo chegar antes e escolher o lugar onde me acomodar, mas dessa vez, perdi o ingresso e o que eu tinha programado para o sábado à noite foi por água abaixo.

Lembrando que no mesmo horário, o Campo Grande estava cheio de crianças e pais saindo do show ‘Patatí, Patatá’, na Concha Acústica. O típico fluxo de pessoas, carros, buzinas, congestionamento... Uma confusão. Vai saber, a peça é chinela e se passa em São Petersburgo, na Rússia; nada brasileira.

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