Apresentação de Baianidade na mídia (27-11-09)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A Noite dos Palhaços Mudos foi a noite em que apenas os risos soaram mais alto do que o silêncio.

O espetáculo teatral que surgiu baseado nos quadrinhos do cartunista Laerte Coutinho chegou à Salvador e tomou forma física no palco do teatro Sesc-Senac no Pelourinho.O texto que foi adaptado para o teatro é protagonizado por Domingos Montagner , Fernando Sampaio e William Amaral, sob a produção de Mariana Goulart e está entre os que se apresentam no Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (FIAC) de 23 a 31 de outubro.
A noite começou serena , não se ouviam sussurros nem burburinhos e a platéia digeria cada movimento atentamente.De repente o silêncio que até então parecia extraordinariamente incomum foi quebrado pelo som de um grande relógio que apontava a hora de fazer algazarra foi ai que eu começara a entender que tudo não se tratava de um drama, muito menos de uma epopéia, apenas um palhaço que havia perdido o seu nariz e que no auge do seu desespero foi tentado a aceitar a ajuda de um solidário companheiro de picadeiro, partindo assim numa jornada pelo nariz perdido.
Quem chegava por último achava tudo muito estranho, mas sem perceber em pouco tempo já estava preso a aquela mistura de mímica, dança, palhaçada, sonoridade e efeitos visuais que atraiam o público e despertavam a vontade de seguir também rumo ao resgate do nariz do palhaço. Pouco se notavam elementos no cenário, quando haviam eram bombas que explodiam e deixavam a sala com cheiro de pólvora durante 15 minutos, portões que apareciam e desapareciam numa extensão de segundos,cordas para escalada,mesas,carrinhos de brinquedo,sinos,janelas,serras elétricas,urnas e bonecos siliconados para boxe.
As simbologias estavam em todo lugar, no tamanho e na aparente fraqueza do palhaço, em seu nariz (resgate do riso), no vestuário dos “vilões da história”. Era o palco do teatro cedendo lugar para o picadeiro, podendo-se dar muitas gargalhadas com sátiras da vida cotidiana, musicais e menções a grandes produções cinematográficas. E sem perder o bom humor, resgatar valores de solidariedade, gentileza, amor ao semelhante, e nos fazer lembrar que ainda que hajam muitos problemas na vida ainda é possível sorrir.

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