Apresentação de Baianidade na mídia (27-11-09)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Da estrada ào terreiro

Ir a um Terreiro de Candomblé em dia de festa não foi uma novidade para mim: há dois anos atrás fui a um terreiro na Estrada Velha do Aeroporto. Dessa vez, eu não estava sendo levado: de certa forma eu fui uma diretriz responsável pela ida de mais quatro pessoas, colegas de sala envolvidos também no projeto da matéria Cultura Brasileira e Baiana.
Ao buscar Lilia, Luana e Izana no Iguatemi, rumamos para o Cabula: eu não fazia idéia de como chegar lá, e confiei no senso de direção de quem por la passou. Uma pequena desatenção nos fez pegar a BR-324! Perdemos outro retorno e só nos sintonizamos ao chegar na Estação Pirajá: nada mal para um garoto acostumado com a Pituba, Costa Azul e etc. Todos os paradigmas de certa forma seriam quebrados na imensa viajem que além de espacial (no sentido de ‘espaço físico’) me levariam a outra concepção de mundo, enxergando uma Salvador mais plural e democrática.
Ao chegar no Terreiro, notei que outras pessoas da Faculdade também estavam, pelo mesmo interesse que agente. Os rituais aconteceriam no centro de um salão, onde do lado direito da porta sentavam apenas as mulheres, e do esquerdo apenas os homens. A hierarquia se fez presente em diversos momentos, a exemplo do respeito aos mais velhos e experientes, e quem ali está antes de qualquer coisa deve seguir a risca as normas estabelecidas, estando lá por identificação com o Candomblé ou apenas para fazer o projeto: se o brasileiro tem dificuldade para seguir normas, como alguns autores defendem, ao menos há espaços selecionados onde o respeito prevalece, e um desses espaços foram os terreiros que visitei, e imagino que o Candomblé em si siga uma linha de tradição na qual a transgressão não é bem vista, e em muitas vezes, a transgressão não deve acontecer, afim de se manter um pouco do que ainda se sobrou de herança cultural do nosso povo brasileiro, que até hoje consegue mostrar o quanto é especial, seja pelo seu jeito ‘subversivo’, seja pelas suas instituições reguladoras.

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